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A modificação dos códigos genéticos das plantas alimentares representa a maior alteração feita pelo Homem nesta matéria desde que aprendeu a domesticar a natureza e a praticar a agricultura. Ao contrário do que acontece na agricultura normal, em que os genes de uma planta são combinados com genes de espécies afins, estas plantas modificadas contêm um conjunto de genes, não apenas de outras plantas mas também de animais, de vírus, fungos e bactérias.
Estes genes estranhos, introduzidos nas plantas, destinam-se a reter proteínas, enzimas e substâncias, como insecticidas, que acabam por entrar na cadeia alimentar humana. As plantas produtoras de pesticidas, em quantidades muito maiores do que as permitidas pela natureza, podem causar no Homem efeitos semelhantes aos dos pesticidas tradicionalmente colocados sobre as plantações. Todavia, enquanto esses podem ser eliminados por lavagens dos produtos, os introduzidos geneticamente conservam-se no interior da planta.
Os defensores das plantas transgénicas afirmam que podem aumentar em 25 por cento a produção de milho, arroz e outros alimentos nos países em vias de desenvolvimento.
Milho “Bt” os cientistas transferiram informação genética do bacilo Thuringiensis, ou bactéria Bt para plantas. O milho Bt produz um insecticida capaz de resistir a insectos que atacam o milho e a algumas marcas de herbicidas.
Soja: modificada para suportar o uso de herbicidas contra as ervas daninhas. Nos EUA. 14% da soja é transgénica.
Batatas: modificadas para produzirem os seus próprios pesticidas. Os híbridos incluem uma batata que pode matar o escaravelho do Colorado.
Tomates: modificados para tornar mais lenta a acção da enzima poligalacturonase, que desencadeia o processo de apodrecimento. À venda nos supermercados dou EUA desde 1995 e na Grã-Bretanha desde 1996.
Superalgodão: genes de bactérias dão origem a fibras auto-isolantes por meio de um composto de poliester biodegradável (PHB) nos núcleos das fibras. Em preparação estão fibras de algodão já coloridas que não encolhem ou amarrotam. Nos EUA, 24% do algodão é transgénico.
Fonte: Diário do Noticias, 5 de Novembro de 1998.
Routers, The Genetics Forum, Nature Biotechnology journal— Vol. l6, N. ° 4.
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